O presidente brasileiro manteve a estratégia de focar críticas duras ao secretário de Estado americano Marco Rubio, evitando confronto direto com Donald Trump sobre ameaças tarifárias dos EUA. A defesa da soberania e do sistema Pix foi o ponto central da reação nacional às medidas anunciadas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR).
Durante reunião ministerial no Palácio do Planalto, a defesa do Pix se tornou o foco da reação brasileira. O USTR acusou o Brasil de usar práticas desleais de comércio por meio do sistema de pagamentos instantâneo. O presidente brasileiro utilizou a ocasião para criticar Rubio, que faz parte da ala mais radical do governo americano e é crítico de governos de esquerda na América Latina.
O presidente brasileiro lembrou declarações de Rubio, que afirmou que a América Latina possui aliados dos EUA, com exceção de Cuba, Venezuela, Nicarágua, Brasil e o governo colombiano de Gustavo Petro. O presidente brasileiro declarou: “Nós somos grandes, temos muita história e não podemos aceitar o tratamento que os Estados Unidos deram ao Brasil esta semana, não é possível”.
A tática de focar em Rubio, que possui laços com a família Bolsonaro, foi adotada desde terça-feira (2). O texto também detalhou o histórico de tarifas impostas por Donald Trump entre janeiro e abril de 2025, incluindo uma taxa de 10% para o Brasil, e uma sobretaxa adicional de 40% em julho, citando investigações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.


