O presidente Lula intensificou sua agenda de viagens pelo país para aproveitar o período antes das restrições impostas pela legislação eleitoral. A estratégia prevê compromissos em diversos estados até 4 de julho, data limite para a participação de agentes públicos em eventos institucionais.
A equipe presidencial planeja uma série de entregas, incluindo compromissos no Rio de Janeiro e São Paulo. Há previsão de passagem pela Bahia durante o feriado de 2 de julho e visita ao Paraná, aproveitando a cúpula do Mercosul no Paraguai. Interlocutores afirmaram que o objetivo é concentrar ações positivas enquanto a estrutura governamental ainda permite tal uso.
Em paralelo à agenda de visitas, o governo gerencia os desdobramentos da crise envolvendo um senador aliado, após a operação “Compliance Zero”. A situação é considerada delicada, e articuladores discutem um possível afastamento do parlamentar da liderança do governo para conter a crise.
A percepção nos bastidores aponta para a necessidade de agilizar as agendas, pois o tempo para as atividades antes das restrições eleitorais diminui. O plano busca elevar a aprovação do presidente em um momento em que pesquisas indicam queda de outros nomes na disputa.

