A Lululemon reduziu suas projeções para o ano fiscal de 2026 após registrar desempenho abaixo do esperado na América do Norte. A varejista agora prevê receita entre US$ 11 bilhões e US$ 11,15 bilhões, abaixo da estimativa anterior de até US$ 11,5 bilhões. As ações da companhia caíram cerca de 11% no pós-mercado.
A CEO interina, Meghan Frank, explicou que a desaceleração ocorreu devido a críticas à marca nas redes sociais e a lançamentos de produtos que não geraram o interesse esperado. A empresa também sentiu o impacto de questionamentos sobre alguns produtos e da disputa pública com o fundador Chip Wilson.
No trimestre atual, a companhia estima vendas entre US$ 2,45 bilhões e US$ 2,48 bilhões, um valor inferior ao consenso de mercado. O principal desafio reside na América do Norte, onde as vendas comparáveis caíram 5%, marcando o quinto trimestre consecutivo de queda. Em contraste, as operações internacionais avançaram 22%, impulsionadas pela China.
A pressão sobre as margens também é um fator. A margem bruta caiu 4,1 pontos percentuais no trimestre, atingindo 54,2%, devido a tarifas de importação e ao aumento de descontos. A empresa espera melhora gradual no segundo semestre, contando com a chegada de Heidi O’Neill, ex-executiva da Nike, como parte da estratégia de renovação de produtos.


