O presidente da França, Emmanuel Macron, criticou a proposta de criar centros de deportação para migrantes em situação irregular fora da União Europeia. Macron afirmou que Paris se oporá a qualquer tentativa de financiar tais centros com recursos do bloco, após a aprovação de um novo pacto migratório.
Em declaração feita a veículos de comunicação após uma cúpula de líderes europeus em Bruxelas, Macron questionou os princípios da nova política. Ele observou que as regras permitem enviar pessoas para países sem vínculo prévio, o que pode gerar recebimento de recursos financeiros em troca. O presidente francês declarou: “Não tenho certeza de que essa seja a Europa que queremos. Não tenho certeza de que esses sejam os princípios fundamentais sobre os quais nossa Europa foi construída. Além disso, não acredito que isso seja eficaz.”
Apesar da oposição aos centros de retorno, Macron disse que a França apoia regras mais rígidas para aumentar o retorno de pessoas sem direito de permanecer na Europa. Contudo, Paris se opõe a uma iniciativa de vários Estados-membros que visa usar fundos do bloco para o financiamento dessas instalações.
Organizações de defesa dos direitos humanos classificam os centros como “buracos negros jurídicos”, alegando que podem deixar migrantes em limbo legal com pouca supervisão. O Reino Unido já havia abandonado um plano de deportação para Ruanda, enquanto instalações na Albânia enfrentaram contestações judiciais e lentidão na implementação.

