Uma brasileira de Campinas (SP) luta há mais de três anos para reencontrar o filho, que foi levado pelo pai ao Egito sem sua autorização. Apesar de ordem judicial e de a Justiça egípcia ter concedido a guarda em novembro de 2025, a mãe relata que as tentativas de busca continuam frustradas.
A mãe, que tem buscado o filho em disputas internacionais, afirmou que já gastou mais de 10 mil dólares com advogados no Egito. Segundo ela, as buscas seguem um padrão de falha, pois, ao chegarem, é dito que a criança não está no local. A brasileira relatou também ter sido ameaçada e, na semana anterior, foi levada para a Bélgica pela instituição Revibra.
No Brasil, a Justiça Federal de Campinas determinou a prisão preventiva do pai em 2023, e ele foi incluído na lista de procurados da Interpol. A Justiça egípcia também determinou a prisão do pai e da avó paterna por sete dias pelo descumprimento da ordem. Contudo, o Itamaraty atua com diálogo diplomático, mas não possui poder para executar decisões estrangeiras quando o país não integra acordos internacionais.
Um coordenador-geral do Itamaraty explicou que a atuação brasileira tem limites, pois deve respeitar a soberania do país onde a criança está. Ele afirmou que o Processo de Malta é o principal instrumento para aproximar países signatários da Convenção de Haia daqueles que não a aderem, como o Egito.


