O mundo celebra, nesta segunda-feira (1º), o centenário de nascimento de Marilyn Monroe, ícone do cinema e da cultura pop. No Brasil, duas retrospectivas estão em cartaz: no Estação Net Gávea, no Rio, e no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo, com filmes que vão de seu primeiro papel com fala, em ‘Idade perigosa’ (1947), até clássicos como ‘Quanto mais quente melhor’ (1959).
A atriz, que morreu aos 36 anos em 4 de agosto de 1962, é lembrada tanto pelo sex appeal quanto pela complexidade de sua personalidade. ‘Ela era extremamente inteligente, lia muito, estudou dramaturgia para preencher lacunas da formação’, afirma o pesquisador de cinema Filippo Pitanga. Para ele, Marilyn sobreviveu ao star system ao se desvincular do estereótipo de ‘loira burra’ que Hollywood tentou lhe impor.
O curador da mostra no MIS, André Sturm, destaca a seleção de obras menos conhecidas, como ‘Só a mulher peca’ (1952), de Fritz Lang. ‘A Marilyn não é apenas um ícone, ela é “o” ícone. A imagem do vestido branco voando sobre a grade do metrô é talvez a mais célebre da história do cinema mundial’, diz. A exposição ‘Marilyn: a última entrevista’ reúne fotos de Allan Grant, tiradas meses antes de sua morte.
A atriz Danielle Winits, que interpretou Marilyn duas vezes no teatro, ressalta que ela foi uma mulher à frente de seu tempo, lutando contra a cultura patriarcal. ‘O mito se sobrepôs a Norma Jeane, mas ela lutou para não encolher para caber nos lugares designados por outros.’ Instituições como a National Portrait Gallery, em Londres, e o Academy Museum, em Los Angeles, também programam exposições em homenagem à estrela.


