Matheus Cunha é peça fundamental na seleção brasileira e participa do duelo contra o Japão, em Houston, às 14h, pela segunda fase da Copa do Mundo de 2026. O jogador, que nunca atuou profissionalmente no Brasil, se destaca pela versatilidade tática e por sua capacidade de adaptação em diferentes ligas.
Cunha, que nasceu em João Pessoa, mantém suas raízes nordestinas e utiliza o surfe como forma de desconexão da pressão do futebol de alto nível. Ele já atuou em quatro ligas diferentes, o que exige grande capacidade de adaptação, evidenciada pelo fato de falar francês, espanhol, inglês, alemão e italiano, além do português.
No campo, o atacante opera como um falso nove, com liberdade para flutuar, atuando como ligação entre meias e atacantes. Segundo Carlo Ancelotti, a posição de Cunha não é fixa, sendo crucial sua mobilidade para alterar a referência do adversário. O técnico afirmou: “A posição do Cunha no último jogo nos deu vantagem. Não é bem definida no campo. É importante mudar, ter mobilidade, para mudar a referência do rival”.
A trajetória do jogador foi conduzida na Europa, passando por clubes como Sion, Leipzig, Hertha e Atlético de Madrid, antes de deslanchar no Wolverhampton. O coordenador Rodrigo Caetano comentou que Cunha é um jogador inteligente e agregador, virtudes que ajudam no seu desenvolvimento.

