Um medicamento da Pfizer, Lorbrena, demonstrou eficácia de 55% em pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC) após sete anos de tratamento. Os resultados, apresentados no ASCO de 2026, indicam que o fármaco reduz em 81% o risco de progressão da doença ou morte em comparação com outro tratamento.
O estudo CROWN, de Fase 3, randomizou 296 pessoas com CPNPC avançado e ALK-positivo para receber monoterapia com Lorbrena ou Xalkori. Segundo o líder clínico de oncologia global da Pfizer, Jeff Legos, o Lorbrena apresenta a maior mediana de tempo de sobrevida livre de progressão já observada no câncer de pulmão.
A análise também revelou que o Lorbrena preveniu e controlou metástases cerebrais em 94% no risco de prevenção intra canceriana após os primeiros 30 meses. Os perfis de segurança dos medicamentos foram consistentes, com eventos adversos comuns em Lorbrena incluindo inchaço, ganho de peso e neuropatia periférica.
No Brasil, o Lorbrena já possui registro para tratamento de primeira linha desde 2021, sendo incorporado ao rol de cobertura obrigatória em planos de saúde em 2022. O câncer de pulmão é a principal causa de morte por câncer no mundo, e o CPNPC representa cerca de 75% a 80% dos casos.

