Medicamentos para emagrecimento à base de GLP-1, como Ozempic e Mounjaro, geram relatos de mudanças na libido e no desejo sexual entre usuários. Esses fármacos não atuam apenas no controle do apetite, mas também influenciam o metabolismo e o sistema de recompensa cerebral.
A obesidade está ligada a alterações hormonais e metabólicas que afetam a sexualidade, como resistência à insulina e inflamação crônica. A perda significativa de peso, por sua vez, pode melhorar esses fatores. Diversos estudos mostram que a melhora metabólica favorece níveis hormonais e a disposição física, o que pode aumentar a libido em alguns pacientes.
Contudo, nem todos apresentam melhora. Há relatos de redução do interesse afetivo e sensação de apatia emocional durante o tratamento. Especialistas apontam que o desejo sexual envolve aspectos emocionais e neurológicos, e os receptores de GLP-1 estão presentes em áreas cerebrais ligadas ao prazer e motivação.
Pesquisas investigam se esses medicamentos modulam comportamentos além da alimentação. A ciência ainda não possui respostas definitivas sobre os efeitos sexuais, e grande parte das informações atuais provém de observações clínicas. O Dr. Marcos Tobias Machado, urologista, afirmou que a sexualidade faz parte da saúde metabólica e hormonal.


