Um neurocirurgião pediátrico brasileiro participou de uma cirurgia em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, que separou com sucesso duas irmãs gêmeas siamesas unidas pela cabeça. As pacientes, de origem nigeriana, receberam alta médica após meses de recuperação e retornaram à Nigéria.
As gêmeas nasceram com crânios unidos, compartilhando tecidos cerebrais e vasos sanguíneos, uma condição conhecida como craniópago. O procedimento, realizado no ano passado, envolveu quatro operações ao longo de quatro meses, quando as crianças tinham 19 meses de idade. O médico brasileiro afirmou que o caso representa um avanço para a neurocirurgia pediátrica mundial.
A equipe internacional, composta por especialistas do Brasil, Reino Unido, Emirados Árabes Unidos e Nigéria, integrou mais de sessenta profissionais de saúde. Para garantir a precisão, os especialistas aplicaram recursos de inteligência artificial, modelagem tridimensional do crânio, realidade virtual e realidade aumentada.
Segundo o neurocirurgião, o sucesso da operação demonstra o impacto da colaboração internacional em procedimentos de alta complexidade. Ele comentou que a troca de conhecimento entre equipes de diferentes países amplia as possibilidades de tratamento para pacientes com condições extremamente raras.

