As ações do incumbente, como a eliminação da “taxa das blusinhas” e o programa Desenrola Brasil 2, trazem alívio momentâneo aos eleitores, mas não alteram o cenário político. A busca por uma terceira via enfrenta apatia e a dificuldade de apresentar propostas estruturais.
As iniciativas governamentais, que incluem o subsídio para compra de carros de aplicativo e a renegociação de dívidas, são consideradas paliativas. Segundo análises, essas medidas não possuem força para converter voto por si só. O programa Desenrola Brasil, por exemplo, cumpre o papel de auxiliar a economia, mas a percepção é de que ele resolve o presente, sem endereçar problemas estruturais de longo prazo.
Pesquisas qualitativas indicam que eleitores beneficiados por programas sociais demonstram receio de apoiar o governo, entendendo tais benefícios como políticas de Estado. Além disso, o público independente manifesta cansaço com a polarização. Há um desejo por campanhas propositivas, focadas em ações concretas, e não apenas em ataques ao adversário.
O desafio do governo reside em demonstrar que suas ações não são apenas táticas eleitorais. A falta de interesse em propostas de nomes da oposição, somada à apatia de parte do eleitorado, dificulta a consolidação de alternativas. O especialista Eduardo Sincofsky, diretor do Projeto Plaza Pública, acompanha o tema por mais de trinta anos.

