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Medo da radiação afasta pacientes de exames vitais

Carla Fernandes
Última atualização: 11 de junho de 2026 05:58
Carla Fernandes
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Tempo: 1 min.
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O receio da exposição à radiação impede que pacientes realizem exames de imagem cruciais para o diagnóstico e acompanhamento de doenças. O medo, ligado a eventos catastróficos passados, contrasta com a evolução tecnológica que permite procedimentos mais seguros.

A medicina moderna utiliza exames de imagem para rastreio e diagnóstico, mas o receio da radiação afeta muitos pacientes. O Sistema Único de Saúde (SUS) realiza anualmente mais de 100 milhões de exames com radiação ionizante, totalizando 168 milhões na rede privada, segundo mapeamento do Atlas da Radiologia no Brasil.

A tecnologia avançou significativamente. Equipamentos atuais produzem imagens precisas com doses menores que as antigas. Hoje, os aparelhos utilizam algoritmos que ajustam a dose com base na anatomia do paciente, seguindo o princípio ALARA, que determina que a dose seja “tão baixa quanto racionalmente exequível”.

Protocolos de proteção também evoluíram. Nenhum exame com radiação pode ser realizado sem justificativa médica que comprove que o benefício do diagnóstico supera o risco. Para crianças, a dose é drasticamente reduzida devido à maior sensibilidade celular. Além disso, ultrassonografia e ressonância magnética não utilizam radiação, oferecendo alternativas sem risco.

TAGGED:diagnósticoexamesRadiaçãoradiologiasaúdetecnologia médica
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