O receio da exposição à radiação impede que pacientes realizem exames de imagem cruciais para o diagnóstico e acompanhamento de doenças. O medo, ligado a eventos catastróficos passados, contrasta com a evolução tecnológica que permite procedimentos mais seguros.
A medicina moderna utiliza exames de imagem para rastreio e diagnóstico, mas o receio da radiação afeta muitos pacientes. O Sistema Único de Saúde (SUS) realiza anualmente mais de 100 milhões de exames com radiação ionizante, totalizando 168 milhões na rede privada, segundo mapeamento do Atlas da Radiologia no Brasil.
A tecnologia avançou significativamente. Equipamentos atuais produzem imagens precisas com doses menores que as antigas. Hoje, os aparelhos utilizam algoritmos que ajustam a dose com base na anatomia do paciente, seguindo o princípio ALARA, que determina que a dose seja “tão baixa quanto racionalmente exequível”.
Protocolos de proteção também evoluíram. Nenhum exame com radiação pode ser realizado sem justificativa médica que comprove que o benefício do diagnóstico supera o risco. Para crianças, a dose é drasticamente reduzida devido à maior sensibilidade celular. Além disso, ultrassonografia e ressonância magnética não utilizam radiação, oferecendo alternativas sem risco.


