A Polícia Federal encontrou mensagens inéditas no celular de um banqueiro que citam o senador por ser intermediário para enviar recado ao presidente da República. O senador negou qualquer relação com o banqueiro, afirmando que não pode ser responsabilizado por conversas de terceiros.
Os diálogos, apurados pela PF, indicam que o banqueiro tinha contato com o senador e acesso direto ao seu telefone celular. A investigação também aponta que o banqueiro demonstrava influência com políticos da Bahia, além de ter relação com o ex-sócio do banco, Augusto Lima.
O senador foi alvo de busca e apreensão na nona fase da Operação Compliance Zero. A suspeita era de que ele recebesse propina do ex-sócio do banqueiro, por meio da compra de um apartamento no valor de 2,5 milhões de reais e pagamentos a uma empresa familiar de 3,5 milhões de reais.
Uma conversa citada pela PF ocorreu em 17 de julho de 2024. Nela, o banqueiro comemora ser citado como próximo do governo federal. Ele disse a um funcionário do banco: “Isso aí é marketing pra nós. Manda pro Lula e pra base aliada”. O funcionário respondeu: “Vou mandar então pra tio Guiga e Jaques”.

