Mensagens extraídas do celular de um empresário foram divulgadas e reforçam argumentos da Polícia Federal e do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, para manter o indivíduo preso nas investigações do caso Master. Os documentos descrevem uma estrutura paralela voltada à obtenção de informações sigilosas e à intimidação de adversários.
A estrutura, segundo a Polícia Federal, era coordenada por um indivíduo conhecido como “Sicário”, apontado como operador de uma rede que reunia policiais federais, hackers e produtores de conteúdo. Essa rede atuava em favor dos interesses do empresário e de empresas ligadas ao Banco Master. A divulgação ocorre após a rejeição da segunda proposta de delação do empresário pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República.
Os investigadores reuniram episódios que demonstram a continuidade das atividades do grupo e o risco de interferência na apuração. Um núcleo de hackers, denominado “Os Meninos”, seria responsável por invadir contas e perfis na internet, obter senhas e remover conteúdos prejudiciais ao grupo empresarial. Além disso, integrantes do grupo realizavam levantamentos sobre inquéritos e processos judiciais sigilosos.
Diálogos interceptados pela Polícia Federal indicam que o empresário planejou uma emboscada com drogas contra um ex-jogador da NBA, citando pressão da polícia e da milícia. Os elementos somam-se a relatos de supostas ações para pressionar autoridades e produzir dossiês. A Polícia Federal sustenta que a organização possuía capacidade de mobilizar agentes para influenciar testemunhas e acessar informações estratégicas.

