Os juros futuros renovaram máximas desde março e abril de 2025 após o relatório de emprego dos Estados Unidos mostrar criação de empregos acima das estimativas. Com esse dado, a aposta majoritária no mercado é de que a taxa básica de juros se mantenha em 14,50% ao ano na reunião de junho.
A mudança na perspectiva ocorre porque o relatório de emprego, conhecido como payroll, indicou criação de 172 mil empregos líquidos em maio, superando o teto de 125 mil postos. Economistas do Bradesco afirmaram que a resiliência do mercado, somada à pressão inflacionária via energia, foca a atenção do Comitê de Política Monetária (Copom) na inflação.
O dado de emprego funcionou como um gatilho para os juros futuros brasileiros. Um economista do BV comentou que, com a probabilidade de queda da taxa Selic em junho precificada em 8 pontos, a chance maior é de parada. Uma redução de 8 pontos na curva representa 68% de chance de manutenção do juro básico em 14,50%.
O Bank of America mencionou a deterioração das dinâmicas inflacionárias e o real mais fraco para mudar seu cenário. O banco elevou a projeção para a taxa básica de juros no fim de 2026, de 13,25% para 14,25%. Outro diretor de análise da ZERO Markets Brasil avaliou que o payroll inverteu o cenário, sugerindo que o Copom pode não realizar mais cortes de juros.


