Um estrategista macroeconômico alertou que o mercado de dívidas lastreado em GPUs reflete a estrutura dos títulos lastreados em hipotecas de 2008. A análise aponta que o ativo, apesar de promissor, deprecia rapidamente, gerando riscos sistêmicos.
O estrategista Simon White descreveu o que ele chama de “financeirização de GPUs”, um mercado de dívida em ascensão. Esse mercado cresceu de alguns bilhões de dólares para 65 bilhões de dólares apenas em 2025. A estrutura se assemelha à de títulos lastreados em hipotecas de 2006, utilizando um ativo ilíquido e de difícil avaliação para lastrear empréstimos.
A CoreWeave, empresa central nesse comércio, registrou receita de 2,08 bilhões de dólares no primeiro trimestre de 2026, um aumento de 111,7% ano a ano. Contudo, a companhia teve um fluxo de caixa livre negativo de 4,71 bilhões de dólares, financiando-se com empréstimos não recíprocos lastreados em GPUs. O *backlog* de receita da empresa é de 99,4 bilhões de dólares.
White explicou que, enquanto imóveis depreciam lentamente, o ativo GPU se torna obsoleto em ciclos de dois anos. Essa rápida desvalorização exige um pagamento agressivo da dívida. A NVIDIA, por sua vez, vendeu títulos de 7 anos no valor de 25 bilhões de dólares, impulsionando o mercado.

