O mercado de carne bovina dos Estados Unidos está em transformação, impulsionado pela busca por cortes mais magros e econômicos. Essa mudança cria uma oportunidade para o Brasil, que exporta carne magra, mas o país enfrenta forte concorrência de nações como México e Mongólia.
Dados apresentados por um consultor da Telus Agricultura, durante a Feicorte 2026, indicam que o rebanho americano caiu para 27,6 milhões de cabeças em janeiro de 2026, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Apesar da redução no número de animais, a produção de carne classificada como Prime, de alta qualidade, segue em ascensão, com um aumento de 3% em janeiro de 2026.
A principal lacuna reside na oferta de carne mais magra e acessível. O diferencial de preços entre a carne Choice e a Select se inverteu, pois a demanda por cortes mais econômicos cresceu. A carne moída, que representa quase 48% do consumo norte-americano, é um foco dessa tendência. O Brasil exporta carne magra para suprir essa necessidade, pois a carne moída americana tende a ser mais gorda.
Apesar do potencial, o país compete globalmente. O México, por exemplo, passou a agregar valor ao exportar carne finalizada, em vez de apenas bezerros vivos. Já a Mongólia, com um rebanho estimado em 71 milhões de cabeças, representa um desafio logístico para o Brasil no mercado chinês, segundo o consultor.

