O mercado financeiro elevou sua estimativa média de inflação para 2026 para 5,11%, registrando a décima terceira semana consecutiva de alta. O Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, também indicou que a redução de juros no ano será menor do que o esperado.
A alta na projeção inflacionária deve-se ao aumento do preço do petróleo, impulsionado pela guerra no Oriente Médio, o que pode pressionar os custos de combustíveis no Brasil. Para 2026, a expectativa subiu de 5,09% para 5,11%. As projeções para 2027, 2028 e 2029 foram de 4,03%, 3,65% e 3,50%, respectivamente.
Apesar do avanço nas projeções de inflação, o mercado manteve a expectativa de queda da taxa Selic, mas com ritmo reduzido. A estimativa para o fim de 2026 subiu de 13,25% para 13,50% ao ano. Em relação à atividade econômica, o Produto Interno Bruto (PIB) de 2026 foi projetado em 1,91%, um aumento em relação à estimativa anterior de 1,90%.
O mercado financeiro também revisou a taxa de câmbio, baixando a projeção para o fechamento de 2026 de R$ 5,17 para R$ 5,16 por dólar. O objetivo do Banco Central, desde 2025, é manter a inflação na meta de 3%, variando entre 1,50% e 4,50%.


