O mercado elevou as projeções para as contas públicas brasileiras em 2026, conforme relatório do Prisma Fiscal, divulgado pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda. A mediana das estimativas para o resultado primário do governo central subiu de déficit de R$ 57,8 bilhões para R$ 59 bilhões.
O levantamento, que coleta expectativas de mercado, indicou que a projeção para 2027 também piorou, passando de déficit de R$ 48 bilhões para R$ 54,7 bilhões. Além disso, o déficit nominal, que inclui despesas com juros da dívida, subiu de R$ 1,05 trilhão para R$ 1,08 trilhão em 2026, segundo a SPE.
Em relação aos indicadores macroeconômicos, a principal alteração foi o avanço das projeções de inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). A mediana para 2026 subiu de 4,75% para 5,18%, enquanto a expectativa para o PIB nominal cresceu ligeiramente, passando de R$ 13,56 trilhões para R$ 13,57 trilhões no mesmo período.
As expectativas para a dívida pública permaneceram estáveis, com a mediana da dívida bruta do governo geral em 83% do PIB em 2026. As receitas federais, por sua vez, tiveram projeção de aumento, passando de R$ 3,14 trilhões para R$ 3,16 trilhões em 2026.

