A empresa MercadoLibre (MELI) registrou crescimento de receita de 49% no primeiro trimestre de 2026, enquanto seu preço de ação caiu 31,71% no último ano. O desempenho é sustentado pelo avanço dos negócios de fintech e comércio na América Latina, apesar das ameaças de choque de taxas de juros.
O crescimento da empresa é impulsionado pela expansão do e-commerce e fintech na América Latina, onde o consumidor médio realiza sete compras online anuais, em comparação com quatro e uma compra nos Estados Unidos. A empresa detém a infraestrutura necessária para atender a esse crescimento, especialmente em mercados como México e Argentina, onde o uso de cartão de crédito ainda é baixo.
Os resultados do primeiro trimestre de 2026 mostraram receita de 8,85 bilhões de dólares, superando o consenso em 6,27%. O comércio cresceu 47% ano a ano, e a fintech cresceu 51% ano a ano. Além disso, o balanço da companhia foi elevado a grau de investimento (BBB-) pela S&P em julho de 2025, com fluxo de caixa operacional atingindo 2,075 bilhões de dólares no trimestre.
Apesar dos riscos, como a compressão da margem operacional para 6,9% e o aumento das provisões para devedores duvidosos, investidores institucionais têm aumentado sua participação. O novo CEO, Ariel Szarfsztejn, assume uma operação com 27 trimestres consecutivos de crescimento de receita superior a 30%, reforçando a convicção no potencial de mercado.

