A Micron Technology registrou um crescimento significativo em receita e margem bruta no terceiro trimestre fiscal, impulsionada pela demanda de memória de inteligência artificial. A companhia reportou US$ 41,456 bilhões em receita, um salto de 345,72% em relação ao ano anterior, e afirmou que a indústria foi transformada estruturalmente pela IA.
O desempenho financeiro da Micron, divulgado em 24 de junho, forçou analistas a reavaliar projeções. A receita atingiu US$ 41,456 bilhões, e a margem bruta GAAP alcançou 84,6%, comparado a 37,7% no mesmo período do ano anterior. O CEO Sanjay Mehrotra explicou que a proliferação da IA transformou a indústria de memória, citando 16 acordos estratégicos com clientes que representam cerca de US$ 100 bilhões em obrigações de desempenho.
A empresa possui um guia de quarto trimestre que projeta US$ 50 bilhões em receita e US$ 31,00 em EPS não-GAAP. Contudo, para que a ação atinja um múltiplo de três vezes o preço atual, é necessário que o EPS se mantenha acima do guia e que os contratos de compra garantida se convertam em um fluxo de caixa previsível, como alegou a gestão.
Em contrapartida, alguns analistas, como o Goldman Sachs, argumentam que as margens atuais representam um pico cíclico. O CFO Mark Murphy comentou que a empresa atingiu níveis de margem onde ganhos incrementais de preço geram menor expansão de margem bruta, citando riscos de concentração e a chegada de nova capacidade de fornecimento.

