A Microsoft obteve um retorno de 804,62% em dez anos, transformando um investimento de US$ 1.000 em cerca de US$ 9.046, superando o desempenho do S&P 500. O crescimento é atribuído à expansão do Azure e à integração de inteligência artificial, embora recentes gastos e perdas da OpenAI gerem ceticismo entre investidores.
A trajetória da Microsoft, que enfrentou um período de estagnação há uma década, mudou após a chegada de Satya Nadella em 2014. A empresa reestruturou-se em torno do Azure, assinaturas e parcerias. Dez anos depois, o Azure é a segunda plataforma de nuvem mais utilizada, e a Microsoft Cloud faturou US$ 54,5 bilhões em um único trimestre. A participação da empresa na OpenAI a colocou no centro do crescimento da IA generativa.
A receita de IA da companhia atinge uma taxa anualizada de US$ 37 bilhões, um aumento de 123% ano a ano. O desempenho de dez anos mostra que a Microsoft triplicou o retorno do S&P 500, sustentado pelo Azure, que ultrapassou US$ 75 bilhões em receita anual, e por margens operacionais acima de 46%.
Contudo, o cenário recente apresenta desafios. As ações caíram 14,48% no ano até a data, pois investidores questionam o gasto trimestral de US$ 30,88 bilhões em capital e as perdas da OpenAI. O caso otimista depende da conversão do backlog comercial de US$ 627 bilhões em receita, enquanto o caso pessimista aponta que os gastos podem superar os ganhos de monetização da IA.

