Os Estados Unidos e o Irã assinaram o acordo provisório de paz em 17 de junho, que prevê a diluição do estoque de urânio altamente enriquecido pelo Irã em troca de benefícios. Contudo, a imprensa americana aponta inconsistências no tratado, alegando que o regime iraniano pode sair fortalecido antes de firmar compromissos nucleares mais sérios.
O pacto, que entrou em vigor imediatamente após a assinatura, gera críticas de analistas. Enquanto a administração retrata o acordo como um avanço, críticos argumentam que as concessões oferecidas ao Irã superam os compromissos garantidos em troca. O acordo não exige o desmantelamento imediato da infraestrutura nuclear, nem restrições ao programa de mísseis balísticos do país.
O levantamento de sanções permite que o petróleo iraniano flua para uma gama mais ampla de compradores, o que beneficiará o país financeiramente, segundo a imprensa internacional. Especialistas questionam a eficácia do acordo, citando que ele pode ceder grande parte da alavancagem dos EUA e entregar bilhões em receitas antecipadamente ao Irã.
O presidente americano, Donald Trump, havia declarado que o objetivo era a “destruição total” dos programas nucleares do país. No entanto, críticos apontam que o acordo recompensa o Irã antes que ele concorde em desmantelar completamente seu programa nuclear, gerando forte reação entre apoiadores do ex-presidente.

