A Midjourney, criadora de gerador de imagens por inteligência artificial, anunciou um investimento de mais de 74 milhões de dólares na Butterfly Network, fabricante de ultrassom. O objetivo é desenvolver o Midjourney Scanner, um dispositivo que promete realizar exames corporais completos por meio de imersão em água e sensores ultrassônicos.
O scanner proposto funciona submergindo o corpo do paciente em água enquanto um anel de sensores ultrassônicos percorre o corpo. A empresa compara os sensores a golfinhos que usam ecolocalização para criar um mapa tridimensional do corpo humano. A Midjourney afirma que o exame completo leva até 60 segundos, um tempo significativamente menor que o de uma ressonância magnética corporal completa, que pode exceder uma hora.
Apesar do anúncio, a comunidade médica manifestou ceticismo. Um professor assistente de medicina de Hopkins Medicine declarou que o projeto possui base técnica, mas o dispositivo será limitado pela incapacidade fundamental do ultrassom de penetrar ossos, ar e tecidos moles profundos.
Outro especialista em imagem mamária da Universidade de Nova York comentou que, embora haja benefício em democratizar a análise da composição corporal, o scanner pode não ir além disso. Ele apontou que exames de ressonância magnética já estão disponíveis com qualidade diagnóstica, levantando a questão sobre a necessidade de um exame experimental.

