O governo argentino, liderado pelo presidente Javier Milei, iniciou a transferência de complexos hoteleiros estatais para a iniciativa privada. A medida visa cortar gastos públicos e encerrar o modelo de turismo social estabelecido na era peronista, segundo informações de veículos de comunicação.
As autoridades anunciaram uma licitação para concessão privada de 30 anos do complexo de Chapadmalal, situado à beira-mar. O terreno não pode ser vendido integralmente devido a termos contratuais de sua aquisição na década de 1940. Em contrapartida, o governo venderá totalmente um segundo complexo hoteleiro localizado em Córdoba.
O presidente defende que a gestão estatal de hotéis é incompatível com a visão de livre mercado. Em 2024, o orçamento destinado ao turismo social gerava um custo de cerca de 7 milhões de dólares aos cofres públicos. O ministro da Desregulamentação, Federico Sturzenegger, declarou que “Não faz sentido o Estado administrar uma atividade complexa na qual não tem vantagem competitiva nem experiência”.
A privatização integra um plano maior de reformas econômicas na Argentina, que inclui a remoção de regulamentações trabalhistas rígidas. O histórico dos hotéis de Chapadmalal mostra quedas de visitantes e deterioração física, resultado da falta de investimento dos governos anteriores.


