Minimercados e mercearias de bairro lideraram a criação de empregos no varejo de alimentos e bebidas em Campinas, São Paulo, entre abril de 2021 e abril de 2026. Os pequenos estabelecimentos geraram 2.449 postos de trabalho, enquanto os hipermercados registraram mais demissões que contratações no mesmo período.
Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que o segmento de varejo de proximidade cresceu 12,4%. Dentro dessa distribuição, minimercados, mercearias e armazéns criaram 747 novos empregos, liderando os 12 ramos analisados. Em contraste, os hipermercados eliminaram 602 postos de trabalho, sendo o único segmento com mais desligamentos que admissões.
O economista do Sindivarejista, Jaime Vasconcellos, afirmou que a transformação urbana e o comportamento do consumidor favorecem os comércios locais. Ele explicou que o aumento do trânsito e o custo de locomoção nas grandes cidades incentivam a busca por equipamentos menores e operações mais baratas, alinhadas à necessidade de conveniência.
A tendência também se manifesta em unidades instaladas em condomínios residenciais. Uma empresária com três minimercados desse perfil destacou a segurança e a praticidade como atrativos. Uma gerente de uma dessas unidades reforçou que a proximidade permite um contato mais próximo com o cliente, diferentemente dos grandes mercados.

