O Ministério da Saúde suspendeu temporariamente a vacina contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan, e informou que não há prazo para concluir a investigação sobre possíveis efeitos adversos. A medida afeta apenas o imunizante do Butantan e não a vacina já disponível para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.
Representantes da pasta afirmaram que a apuração seguirá os protocolos de vigilância e farmacovigilância do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o Programa Nacional de Imunizações (PNI), 501 mil doses da vacina foram aplicadas entre janeiro e 30 de maio em profissionais de saúde e moradores de cidades selecionadas.
O governo federal investiga duas mortes e um caso grave com suspeita de relação com o imunizante. Os 42 registros de eventos adversos apresentaram sinais como dor abdominal, vômitos e sangramentos, correspondendo a 0,008% do total vacinado. Os casos mais graves envolveram profissionais da atenção primária à saúde.
O ministro Alexandre Padilha declarou que os eventos graves não ocorreram nas cidades que participavam da estratégia ampliada de vacinação. A partir de terça-feira, 9, estados e municípios receberão orientação para interromper a aplicação da vacina, que permanecerá armazenada até o fim das investigações.

