O Ministério da Saúde orientou que pessoas vacinadas com o imunizante do Instituto Butantan contra a dengue monitorem sintomas por 21 dias após a aplicação. A suspensão temporária ocorreu após a identificação de 42 casos de reações mais severas, segundo o governo federal.
O ministro Alexandre Padilha, da Saúde, declarou que a vacina protege contra os quatro tipos de dengue e reforçou a necessidade de acompanhamento especial para quem tomou o imunizante nos últimos 21 dias. A medida não se aplica à vacina Qdenga, produzida pela Takeda, que segue disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) e em clínicas privadas.
Duas mortes estão sob investigação, conforme afirmou o ministro. Uma delas envolveu uma mulher de 48 anos que apresentou comprometimento neurológico 19 dias após a imunização. O outro caso foi de um homem de 58 anos, que teve febre alta e sintomas graves cinco dias após receber a dose.
O Ministério, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Instituto Butantan analisam os detalhes dos 42 casos de reações severas. O diretor do Instituto Butantan, Esper Kallás, afirmou que o compromisso é com o rigor científico para que a vacina possa ser retomada, caso os dados confirmem seu benefício à saúde pública.


