O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou nesta sexta-feira, dia 5 de junho de 2026, que a preservação ambiental deve ser tratada como garantia econômica para o país. A declaração foi feita em pronunciamento divulgado no Dia Mundial do Meio Ambiente, onde ele disse que o governo voltou a tratar o meio ambiente como indutor do desenvolvimento desde janeiro de 2023.
Capobianco defendeu que países que não seguem essa tendência correm risco de perder acesso a mercados e se isolar internacionalmente. Segundo o ministro, proteger florestas e rios é uma garantia para o futuro econômico brasileiro. Ele citou dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) que indicam queda na devastação dos principais biomas. A Amazônia registrou redução de 50%, o Pantanal de 65%, a Mata Atlântica de 54%, o Cerrado de 32% e o Pampa de 30%.
O ministro também informou que o governo ampliou áreas protegidas e reconheceu terras indígenas e territórios quilombolas, um território equivalente a 5 milhões de campos de futebol. A ex-ministra Marina Silva reforçou a posição, defendendo a preservação como política estratégica ligada à biodiversidade e ao desenvolvimento nacional. João Paulo Capobianco assumiu a pasta em abril de 2026, mantendo a continuidade das políticas do atual governo.

