O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve analisar na próxima semana o pedido da Polícia Federal para transferir um empresário da Superintendência da PF. O homem, preso desde maio, pode ser enviado para a Penitenciária Federal de Brasília (PFBRA) ou permanecer na unidade atual, dependendo da decisão.
A transferência do empresário, ligado ao Banco Master, é avaliada pela PF e pela Procuradoria-Geral da República. A principal hipótese é o encaminhamento para a Penitenciária Federal de Brasília (PFBRA), unidade de segurança máxima. Contudo, a permanência na Superintendência da PF não está descartada, considerando a possibilidade de o indivíduo apresentar novas propostas de colaboração premiada.
A Polícia Federal justifica a solicitação de mudança alegando que a custódia atual pode afetar o andamento das apurações. Os investigadores afirmam que a unidade não opera como carceragem permanente e que a permanência prolongada gera riscos à segurança institucional.
Os integrantes da investigação declaram que qualquer colaboração depende exclusivamente da vontade do empresário, sem obrigação de firmar acordo. A decisão sobre uma nova proposta caberá ao empresário e será analisada pelos órgãos competentes.

