O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que os argumentos utilizados pelos Estados Unidos para impor novas tarifas ao Brasil não são legítimos. Vieira disse que espera que as respostas brasileiras sobre práticas comerciais ilegais e uso de trabalho forçado sejam consideradas na mesa de negociação com a Casa Branca.
Vieira declarou que o Brasil forneceu todas as informações necessárias e que os argumentos apresentados pelos americanos não se sustentam. O chanceler mencionou que, em Paris, se reuniu com o representante para Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, que disse estar disposto a dialogar sobre as novas taxações.
A pressão comercial veio após o Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) recomendar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Essa recomendação seguiu a investigação da Seção 301, que aponta irregularidades no comércio bilateral, citando Pix, desmatamento ilegal, medidas anticorrupção e propriedade intelectual.
Posteriormente, o USTR propôs uma tarifa de 12,5% sobre o Brasil devido a supostas falhas no combate ao comércio de produtos fabricados com trabalho forçado, afetando também 59 outros países. As tarifas ainda não entraram em vigor, e há prazo até 6 de julho para negociações e uma audiência de representantes.


