Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) projetam o futuro da Corte a partir de 2027, indicando que o tribunal permanecerá um foco de tensão política, independentemente do resultado da eleição presidencial. A avaliação dos magistrados aponta cenários distintos para a relação entre os Poderes, dependendo do vencedor do pleito.
A projeção dos magistrados indica que uma vitória de Flávio Bolsonaro resultaria no retorno a uma agenda de conflitos diários entre o Palácio do Planalto e o tribunal, ecoando a gestão de seu pai. Por outro lado, em caso de reeleição do presidente Lula, a relação entre os Poderes seria cordial, mas o STF enfrentaria a necessidade de arbitrar novos conflitos entre o governo e o Congresso Nacional, especialmente com uma forte oposição.
O resultado eleitoral também definirá o perfil da Corte, visto que três ministros se aposentarão compulsoriamente entre 2028 e 2030: Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes. A vaga deixada por Luís Roberto Barroso ainda está aberta, e a indicação de Jorge Messias foi rejeitada pelo Senado.
A eleição de Flávio pode gerar uma virada conservadora no STF, que hoje possui maioria de ministros indicados por governos do PT. Magistrados expressam ceticismo sobre a capacidade de uma direita moderada, especialmente com Alexandre de Moraes assumindo a presidência do STF em setembro de 2027, o que pode elevar tensões.

