A ação da Moderna subiu 14% para US$ 68,77 na sexta-feira, atingindo máxima de 52 semanas. O movimento foi motivado pelo endosso de um comitê consultivo da FDA à vacina contra a gripe mFlusiva e por otimismo em seu pipeline de oncologia. A alta supera o desempenho de Merck e Pfizer.
O principal catalisador recente foi o endosso unânime do comitê consultivo da FDA à vacina contra a gripe da Moderna, mFlusiva (mRNA-1010), destinada a adultos com 50 anos ou mais. Este voto é um passo importante antes da data PDUFA de 5 de agosto de 2026, que definiria o quinto produto aprovado da companhia, caso seja liberado.
Os resultados financeiros do primeiro trimestre de 2026 também impulsionaram a valorização. A receita da Moderna alcançou US$ 389 milhões, um aumento de 264% em comparação com o ano anterior, superando a expectativa do mercado em 65%. A empresa reafirmou a projeção de crescimento de receita de até 10% para 2026.
Apesar do entusiasmo, analistas mantêm cautela. O consenso de Wall Street aponta um preço-alvo de US$ 43,45, abaixo do valor atual. Além disso, transações recentes de executivos da empresa indicaram vendas líquidas. A decisão da FDA sobre o mRNA-1010 e os resultados de fases clínicas futuras são os próximos pontos de atenção para o mercado.

