O monumento Curumim da Lagoa Rodrigo de Freitas retornou ao local na sexta-feira, 19 de junho, após dois meses e meio de ausência. A escultura, instalada na Zona Sul do Rio, passou por restauração devido a novo vandalismo, que resultou no furto de parte do braço e da lança.
A restauração foi promovida pela Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Conservação, e executada pelo artista plástico Luiz Augusto Correia de Araújo. O secretário municipal de Conservação, Diego Vaz, explicou que a fidelidade da obra foi mantida ao localizar uma peça idêntica, guardada por um antigo cliente do pai do restaurador, que serviu de base para os moldes das partes subtraídas.
O Curumim da Lagoa é uma estátua de bronze que homenageia povos indígenas da região. A obra, que pesa 8 toneladas e mede quase dois metros de altura, foi doada à cidade em março de 1979 e já passou por três grandes processos de restauração.
Diego Vaz declarou que os danos ao patrimônio público geram alto custo para a cidade. Ele afirmou que cerca de 30% do orçamento da Secretaria de Conservação é usado para recuperar o que foi destruído, e que nesta restauração específica foram gastos R$ 50 mil.

