O número de moradias ocupadas por uma única pessoa em Ribeirão Preto, SP, cresceu 102,7% entre 2010 e 2022, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse salto reflete uma mudança de estilo de vida e impulsiona o crescimento do mercado de coliving na região.
A tendência de morar sozinho deixou de ser uma fase passageira e se estabeleceu como um modo de vida permanente na cidade. O levantamento do IBGE mostra que as moradias unipessoais passaram de 27.808 em 2010 para 56.364 em 2022. Essa alta acompanha o cenário nacional, onde quase dois em cada dez lares no país (19,7%) são ocupados por um único morador, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).
O sociólogo Wlaumir Souza explica que o movimento é resultado de novas dinâmicas profissionais e da busca por independência, onde as estruturas familiares tradicionais cedem espaço a novas formas de viver. Com essa mudança demográfica, o mercado imobiliário adaptou-se, fortalecendo o coliving. Este formato une estúdios compactos a áreas comuns elaboradas, como coworkings e academias, com o objetivo de evitar o isolamento social.
Marcelo Freire Monteiro, CEO de uma construtora local, detalha que o sucesso do modelo depende de um gestor comunitário. Um empreendimento em Nova Aliança Sul, por exemplo, oferece 43 estúdios de um dormitório, com áreas privativas variando de 17 m² a 43 m². O arquiteto Marcos Antônio Vasques, morador do local, afirmou que o projeto oferece mais que moradia, incluindo lavanderia e comunidade.

