Uma moradora do Japão, natural do Acre, relata que a rotina de alertas faz parte do cotidiano após dois terremotos em três dias. O último abalo, de magnitude 6, atingiu a costa leste da ilha de Honshu no último sábado (27), gerando apreensão na comunidade.
A moradora, que reside na província de Kanagawa, vive no país há quase cinco anos, desde outubro de 2021. Apesar de sua região não ter sofrido danos diretos, ela afirma que os avisos de desastres naturais são constantes. Ela disse que, ao receber alertas, sente medo, pois sabe que as placas tectônicas estão em movimento.
A preparação é um hábito estabelecido no Japão. Escolas, empresas e órgãos públicos realizam treinamentos frequentes. A moradora mencionou que a fábrica onde trabalha reuniu funcionários na última sexta-feira (26) para reforçar cuidados, como evitar andar de bicicleta.
Segundo ela, o governo japonês incentiva que todos mantenham uma mochila de emergência, conhecida como Bousai Ryukku, contendo água e itens de higiene. Ela acrescentou que muitos edifícios são construídos para suportar grandes abalos. Os tremores recentes ocorreram após um abalo de magnitude 7,2, registrado na quarta-feira (24).

