Moradores do Park Way reivindicam a instalação de passagens seguras para animais silvestres no Distrito Federal, devido à alta frequência de atropelamentos. A demanda se estende a outras regiões como Lago Sul e Lago Norte, onde espécies do Cerrado, como lobos-guará e capivaras, circulam.
A proteção da fauna silvestre mobiliza a comunidade local, que aponta o avanço de rodovias sobre remanescentes do Cerrado como fator de risco. Um guaxinim foi atropelado na via de acesso às quadras 16 e 17 da SMPW há dez dias. Segundo a bióloga Cláudia Rocha Campos, analista ambiental do Instituto Chico Mendes, o guaxinim é mais comum em matas de galeria, mas também é visto perto do Lago Paranoá.
Paralelamente, a 5ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística do Ministério Público do Distrito Federal apura alterações propostas pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação na Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos) para o Park Way. A promotoria identificou “indícios de fragilidade técnica, possível casuísmo legislativo, regularização seletiva de usos desconformes ou risco de desvirtuamento do planejamento urbano”.
Em maio, a Secretaria apresentou projeto de lei que autoriza atividades comerciais, de serviços e industriais em imóveis residenciais na Quadra 5 do Park Way. A proposta também permite a implantação de loteamentos residenciais, comerciais e industriais na área ocupada pelo Brasília Country Clube.


