A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga se problemas de sinalização e infraestrutura na Trilha do Primata, no Parque Nacional da Tijuca, influenciaram a morte de um turista canadense de 38 anos. O estrangeiro caiu de uma altura estimada em 170 metros na última quarta-feira, dia 3 de junho, ao seguir em direção à Cachoeira do Primata.
As investigações, conduzidas pela Delegacia de Atendimento ao Turista (Deat), apuram os detalhes do acidente. A perícia foi realizada no sábado, dia 6 de junho, após condições climáticas adversas. Agentes da Polícia Civil precisaram do apoio do Corpo de Bombeiros e utilizaram técnicas de rapel para acessar a área do acidente, onde foram encontrados os pertences da vítima.
Segundo o relato de um acompanhante, o passeio começou por volta das 13h28, saindo da região do Cristo Redentor. Após mais de uma hora de caminhada, os turistas se perderam e seguiram pela Trilha do Primata, caracterizada por terreno irregular. O acidente ocorreu entre 15h20 e 15h30, quando a vítima escorregou em uma pedra ao tentar ultrapassar uma árvore caída.
O Corpo de Bombeiros montou uma operação de resgate complexa. O corpo foi localizado na madrugada de quinta-feira, dia 4 de junho, com auxílio de rapel. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), gestor do parque, afirmou que a trilha possui sinalização de risco e que ações de melhoria são contínuas, tendo instalado 34 placas no ano anterior.


