Movimentos de moradia de Goiás estão em Brasília para pressionar o governo federal a ampliar a meta de contratação do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) Entidades. As entidades afirmam que a seleção prevista de 35 mil unidades é insuficiente para atender as 98 mil propostas enquadradas, alertando que mais de 2,5 mil famílias goianas podem ser prejudicadas.
As organizações, que incluem a Confederação Nacional das Associações de Moradores (Conam) e a União Nacional por Moradia Popular (UNMP), iniciaram uma vigília na Esplanada dos Ministérios cobrando uma reunião com o presidente. Segundo a presidente do Movimento pela Reforma Urbana (MRU) em Goiás, Simone Teixeira, os movimentos defendem que todas as propostas habilitadas sejam selecionadas.
O MCMV Entidades é uma modalidade do programa voltada para a produção habitacional organizada por associações e cooperativas. No ciclo atual, foram enquadradas cerca de 98 mil moradias, mas o governo sinalizou a seleção de apenas 35 mil unidades, o que representa pouco mais de um terço das propostas aptas. A meta inicial do programa era de 21 mil moradias, e foi ampliada para 35 mil após negociações federais.
Além da ampliação da meta, os manifestantes exigem uma audiência com o presidente. Simone Teixeira declarou que o encontro foi prometido durante a campanha eleitoral, mas ainda não ocorreu. Os organizadores esperam reunir cerca de 350 pessoas na capital federal até a próxima terça-feira (9).


