O Ministério Público defende a manutenção da prisão de três instrutores envolvidos na morte de uma jovem em Limeira (SP) no último final de semana. A promotoria afirmou que os homens, que atuavam como auxiliar de produção, pintor e autônomo, não possuíam a qualificação técnica necessária para conduzir a atividade de alto risco.
A morte ocorreu durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, onde a jovem caiu de cerca de 40 metros sem estar conectada às cordas de segurança. Os responsáveis foram presos em flagrante por homicídio com dolo eventual, acusação mantida após a conversão da prisão em preventiva.
Segundo a denúncia, a atividade, que gerava remuneração, exigia maior controle e fiscalização dos mecanismos de segurança. A delegada plantonista Andréa Dantas Levy comentou que, em um esporte de risco, era necessário checar as cordas três vezes, mas nenhuma foi colocada.
Os instrutores negam as acusações e alegaram ter sofrido um “apagão” durante o procedimento. A defesa dos investigados sustenta que possuem ampla experiência em atividades de aventura e que este seria o primeiro óbito em sua trajetória profissional.

