O Ministério Público de Santa Catarina denunciou um grupo suspeito de neonazismo que operava em Santa Catarina, São Paulo e Paraná. A denúncia, feita nesta segunda-feira (15), aponta que os 14 envolvidos praticavam crimes de ódio virtual e disseminavam ideologia supremacista.
A investigação, iniciada em 31 de outubro de 2025, revelou que a organização possuía alto nível de estrutura. Segundo o MP, o grupo tinha chefia, regras internas, planejamento de atividades e um braço financeiro para custear propaganda. A estrutura incluía fichas de ingresso e cobrança de mensalidades aos membros.
Os integrantes se autodenominavam neonazistas e usavam o emblema “Sol Negro”, que combinava ocultismo e supremacia ariana com uma AK-47, simbolizando exaltação da violência. Além da disseminação de ódio em perfis falsos na internet, o grupo planejava encontros presenciais para identificar e perseguir indivíduos considerados inimigos.
Entre os denunciados, há um policial militar de São Paulo, uma escrivã da Polícia Civil e um advogado, que prestavam apoio às atividades dentro de suas respectivas corporações. O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) acredita que o grupo oferecia treinamento virtual para dificultar a identificação dos membros.

