O Ministério Público de São Paulo prendeu três suspeitos de colaborar com o PCC em uma operação que investiga a infiltração do crime organizado em instituições estaduais. A ação, realizada em Campinas e Cardoso, envolveu um ex-estagiário do MP, um chefe de investigadores e um ex-policial civil.
As autoridades apuram que o grupo atuou em diferentes frentes para beneficiar membros da facção criminosa. Um dos investigados participou da articulação de um plano para assassinar o promotor Amauri Silveira Filho, integrante do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). Vídeos apreendidos mostram encontros entre os suspeitos antes da ação que impediu o atentado.
A operação cumpriu três mandados de prisão temporária e dez mandados de busca e apreensão. Além disso, apura-se o compartilhamento de informações privilegiadas por agentes públicos para a organização criminosa. O ex-estagiário do Ministério Público teria usado acesso a sistemas internos para identificar criminosos com alto poder financeiro e, em troca, exigiu dinheiro para suposta proteção.
As investigações também apontam que parte das extorsões foi praticada usando a infraestrutura de internet de um escritório de advocacia. As autoridades trabalham para determinar a extensão da rede de colaboração entre agentes públicos e o PCC.


