Uma mulher que foi atropelada e arrastada por 4 quilômetros no Lago Sul, Distrito Federal, em 2020, lamentou o adiamento do julgamento do motorista responsável. O processo, que se arrasta há quase seis anos, não possui nova data marcada, gerando frustração na vítima.
A vítima, Paula Thaís de Oliveira, declarou que a demora no processo gera ansiedade e dificulta a confiança na Justiça. O julgamento, que já foi adiado duas vezes, foi suspenso pelo Tribunal de Justiça do DF devido à incerteza sobre a intimação de uma das vítimas do acidente.
O acidente ocorreu por volta das 2h30 de 16 de agosto de 2020, na QI 19 do Lago Sul. Segundo a denúncia do Ministério Público, o motorista, que é servidor comissionado do Senado, dirigia embriagado e em velocidade superior ao limite permitido. A jovem foi presa ao capô do veículo e arrastada por cerca de 4 km.
As consequências do atropelamento foram graves para Paula Thaís de Oliveira, que precisou amputar a mão esquerda, além de sofrer fraturas nos joelhos e ferimentos em outras áreas do corpo. O Senado informou que o servidor só pode ser desvinculado do cargo mediante decisão judicial condenatória transitada em julgado.

