Uma mulher deu à luz na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Sul, em Palmas, no último sábado (27), após ter o atendimento de internação negado três vezes no Hospital e Maternidade Dona Regina Siqueira Campos. O parto foi realizado por pediatras e enfermeiros, pois a unidade de pronto atendimento não possui serviço de obstetrícia.
A paciente procurou a maternidade estadual diversas vezes, apresentando fortes dores e sangramento. Segundo a família, os médicos da maternidade orientaram a mulher a retornar para casa em todas as ocasiões. A mulher relatou que, mesmo apresentando sangramento e dificuldade para caminhar, os profissionais da maternidade afirmaram que os sintomas eram normais para o estágio da gestação.
A acompanhante da paciente afirmou que a equipe médica informou que a internação só ocorreria quando a gestação completasse 41 semanas. Com a intensificação das contrações, a família buscou socorro na UPA Sul. Ao chegar, a equipe médica constatou a urgência e realizou o procedimento em sala de emergência, improvisando o atendimento com biombos para garantir a privacidade.
Após o nascimento, a mãe e o bebê foram transferidos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o Hospital Dona Regina para que os procedimentos fossem finalizados, devido à falta de estrutura técnica da UPA. A mãe relatou ter ouvido questionamentos na maternidade sobre o parto ter ocorrido em unidade de pronto atendimento, visto que não havia obstetra no local.

