Uma mulher de 37 anos foi presa no Rio Grande do Sul após usar a identidade de uma adolescente de 12 anos para cometer golpes em pelo menos cinco cidades. A promotora de Justiça da Infância e Juventude do RS afirmou que a suspeita fugia de perícias que confirmariam sua idade real.
A mulher passou 14 meses como filha adotiva em Santa Catarina, alegando ter 12 anos, e enganou autoridades e famílias no RS. Em Porto Alegre, ela foi acolhida em uma instituição para menores, na época alegando ter 11 anos, mas a perícia oficial revelou sua idade adulta. Cinara Vianna Dutra Braga, promotora de Justiça da Infância e Juventude do RS, disse que a suspeita evadia-se sempre que uma perícia era marcada.
O modo de agir da investigada, segundo o delegado André Mocciaro, consistia em forjar situações de vítima. Ao se apresentar como menor, ela buscava atendimento em serviços de saúde e abrigos, o que lhe permitia obter documentos oficiais. Ela registrava ocorrências alegando ter sido vítima de crimes sexuais ou desaparecimento, reforçando a narrativa com alegações de problemas de saúde.
Em 2021, a suspeita foi presa preventivamente em Cachoeirinha por estelionato consumado, quando alegava ser uma menina de 11 anos. A Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS) de Porto Alegre confirmou que a pessoa passou pela rede socioassistencial, mas que a informação inicial de ser menor não correspondia à idade real, estimada em 30 anos.


