A mulher do primeiro-ministro da Espanha será julgada por suspeitas de tráfico de influência, corrupção nos negócios, uso indevido de propriedade e desvio de recursos públicos. A decisão foi proferida em Madri, neste sábado, pelo juiz Juan Carlos Peinado, que também proibiu a mulher de deixar o país.
A investigação apura se a mulher utilizou a proximidade com o chefe de governo para favorecer interesses privados. O caso se concentra em um curso de mestrado da Universidade Complutense de Madri, onde ela codirigia uma cátedra ligada ao programa que envolvia projetos com empresas.
Segundo a acusação, ela teria usado recursos públicos e contatos pessoais para beneficiar corporações. A Justiça também apura a suposta apropriação de um sistema desenvolvido para a cátedra e o possível uso de uma assessora paga pelo Estado. Além disso, investiga-se se ela escreveu cartas de recomendação para favorecer um empresário de tecnologia em licitações públicas.
O empresário, parceiro no projeto universitário, também será julgado por tráfico de influência e corrupção. A defesa da mulher nega as irregularidades e recorrerá das medidas cautelares, incluindo a retenção do passaporte.
O processo se soma a outras investigações no Partido Socialista Operário Espanhol. O primeiro-ministro declarou que as apurações constituem uma campanha política para derrubar sua gestão.

