Uma mulher de 38 anos foi presa por se passar por uma adolescente de 12 anos e viver como filha adotiva de famílias em vários estados do Brasil. A golpista, que atuou por cerca de 15 anos, utilizou nomes diferentes, como “Gabi” em Santa Catarina e “Duda” no Rio de Janeiro, para aplicar os golpes.
A prisão ocorreu em 2 de junho, e a investigada foi formalmente ré por estelionato e falsa identidade na terça-feira, dia 10. A Justiça de Santa Catarina confirmou que um exame de sanidade mental será realizado em 26 de junho. A mulher relatou ter sofrido de câncer terminal e autismo em algumas versões de sua história.
Em diferentes cidades, a narrativa mudou. No Paraná, ela se apresentou como “Emily”, alegando câncer terminal. Em Minas Gerais, em 2022, ela usou os nomes “Ana Clara” e “Karol”, afirmando ter fugido do Ceará por abusos. Em Joinville (SC), ela ficou com uma família por 14 meses, recebendo tratamento para obesidade e uma festa de aniversário de 12 anos.
Em um depoimento, o delegado Rodrigo Gusso afirmou que a golpista “conseguiu sequestrar emocionalmente a família”. Inicialmente, ela alegou ter 18 anos e experiência em panificação, mas depois alterou a história para alegar ter apenas 11 anos e ser vítima de abusos. A defesa da mulher recebeu a denúncia, mas o processo está suspenso aguardando o laudo pericial.

