Uma mulher de 41 anos morreu em Nova Granada, interior de São Paulo, na segunda-feira (8). A família denunciou suspeita de negligência médica após a paciente ser atendida e liberada duas vezes pelo Pronto Atendimento (PA) do município, apesar dos sintomas graves.
A paciente começou a sentir mal-estar no sábado (6), apresentando palidez, suor frio, diarreia grave e dores intensas no estômago, abdômen e peito. Segundo relatos da família, o atendimento inicial foi tratado como dor muscular, e a paciente não foi encaminhada para uma unidade de maior complexidade em São José do Rio Preto (SP), apesar dos sinais de alerta.
Na manhã de segunda-feira, a mulher retornou ao PA com os mesmos sintomas, foi medicada e liberada. Horas depois, seu quadro clínico piorou. A família informou que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) não atendia, forçando-os a levar a paciente por conta própria. Ela faleceu dentro da ambulância, a caminho do hospital.
A Polícia Civil deve investigar o caso por suspeita de homicídio culposo por negligência. A enfermeira do PA afirmou que todos os protocolos foram seguidos e que o médico cardiologista da unidade descartou sintomas agudos, não solicitando a transferência. A prefeitura de Nova Granada informou que os atendimentos registrados seguiram os protocolos assistenciais adotados pela equipe de plantão.

