Mulheres buscam aulas de defesa pessoal em todo o país para reduzir riscos de ataques, impulsionadas pelo aumento da violência de gênero. Um caso recente em Barueri, SP, onde uma nutricionista utilizou técnicas aprendidas para se defender de um invasor, ilustra a urgência do movimento.
O interesse em modalidades como Krav Maga, jiu-jítsu e muay thai cresceu desde o ano passado, em resposta à onda de violência. Segundo dados, em 2025 houve recorde de feminicídios, com salto de 14,5% em cinco anos, e um estupro registrado a cada seis minutos, além de agressões.
Instrutoras de defesa pessoal explicam que o foco das aulas não é o confronto físico, mas sim a identificação de riscos e o ensino de técnicas de fuga. A professora Noemi Quadros, de 19 anos, afirmou que o objetivo é aprender a se defender se for segurada ou atacada, e não lutar contra um agressor.
O movimento atende desde jovens em escolas até senhoras evangélicas, como relatado por instrutoras que percorrem o interior do Amazonas. Uma especialista em luta, Yvone Duarte, declarou que a defesa pessoal deve ser um dispositivo em uma rede de proteção maior, envolvendo educação e policiamento, e não apenas um recurso de último caso.

