A NASA planeja uma missão robótica para elevar a órbita do observatório Neil Gehrels Swift, que perde altitude devido ao aumento do arrasto atmosférico. O telescópio, lançado em novembro de 2004, corre risco de reentrar na Terra e depende de intervenção externa para continuar operando.
O Swift, especializado em detectar explosões de raios gama, tem sua trajetória afetada pela expansão da atmosfera superior da Terra, causada pela intensificação da atividade solar. Sem um sistema próprio de propulsão para correção, a agência americana selecionou a empresa Katalyst Space Technologies para desenvolver a missão Swift Boost.
O plano envolve o lançamento da espaçonave robótica Link, que se aproximará autonomamente do telescópio. A nave usará propulsores próprios para reposicionar o Swift em uma órbita mais segura. A operação é complexa, pois o Swift não foi projetado para receber manutenção em órbita, exigindo mecanismos específicos de captura.
Além de preservar o observatório ativo, a missão servirá como demonstração tecnológica para futuros serviços de manutenção espacial. Especialistas veem a capacidade de rebocar satélites em órbita como um setor promissor. A expectativa é que a Link seja lançada a bordo de um foguete Pegasus XL ainda este ano, permitindo que o telescópio continue observando fenômenos cósmicos extremos.

